Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Politica Sesimbrense - Um mau momento!

Muito se tem falado em blogs e comentários anónimos sobre a boa ou má gestão da CMS por parte do executivo comunista, das festa e festarolas, etc.

Muito se tem dito sobre como a CDU vai pagar a factura da sua boa ou má gestão. Mas… quem está a questionar essa gestão? Umas bocas anónimas e avulsas espalhadas por diversos blogs, eles próprios mais ou menos anónimos?

De facto, em democracia compete á oposição fazer esse trabalho. Quer através dos vereadores, quer em sede de Assembleia Municipal. Isto numa primeira instancia. Num segundo nível, através de intervenções publicas em debates, em reuniões com entidades da sociedade civil, e claro, na imprensa local.

No entanto no nosso concelho nada disto acontece. A oposição está toda a “dormir á sombra da bananeira” calmamente à espera das eleições para nessa altura nos virem pedir o nosso voto com um rol de promessas que todos sabemos que não serão para cumprir tal como não o foram no passado.

Piada para aqui, boca para ali, lá vamos sabendo que se desenha uma aliança implícita entre CDU e PSD para governar Sesimbra nos próximos 4 anos, com base numa vitória mais do que esperada, face ao desaparecimento dos partidos de oposição a estas duas forças.

Se de facto o desnorteio e ausência de estratégia politica do maior partido da oposição levará à vitória pré-anunciada por parte da CDU, já do desaparecimento do BE não se percebe a razão.

É por tudo isto lamentável que a democracia Sesimbrense atravesse um dos seus piores momentos das duas ultimas décadas levando ao desacreditar da população no futuro desenvolvimento deste concelho.

Enquanto o resto do distrito se prepara para receber projectos que mudarão a sua face e o seu desenvolvimento sócio-económico nos próximos 20 anos, Sesimbra passará ao lado de tudo isto, ficando ainda mais periférica dentro do distrito e perdendo todo um potencial turístico para a margem sul do Sado. Será cada vez mais um concelho á imagem quase soviética do Seixal por exemplo, sem qualidade de vida, sem desenvolvimento económico quer no sector secundário, quer terciário.

Culpa de quem? Sem duvida, de um tecido politico onde o oportunismo atropela algum rasgo de racionalidade, fruto de muitos e muitos anos de rotina numa fila de espera por um lugarinho remunerado, dito de “confiança politica”.
Rui Viana

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Ana Gomes é candidata do PS a Sintra

NOTICIA TVI24
"Ana Gomes foi é a candidata socialista à Câmara de Sintra. A eurodeputada foi escolhida esta quinta-feira à noite depois uma votação da Comissão Política Concelhia do PS que nomeou ainda o vereador Domingos Quintas como o número dois da lista.
«Esta noite houve uma votação e sou candidata à presidência da Câmara de Sintra», disse à agência Lusa Ana Gomes, o único nome votado durante a reunião da Comissão Política.
A reunião da Comissão Política Concelhia do PS terminou por volta das 23:00 e, segundo o presidente da Concelhia, Rui Gomes, o nome de Ana Gomes reuniu 52 votos favoráveis e 4 em branco.
«Esta proposta do secretariado do PS consiste em nomear Ana Gomes como candidata e Domingos Quintas como o numero dois da lista», adiantou Rui Pereira.
Ana Gomes é a primeira candidata anunciada à Câmara de Sintra, numa altura em que o actual presidente da autarquia, o social-democrata Fernando Seara, ainda não anunciou se se recandidata."

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Conversas de politica

Confesso que tenho andado com pouca vontade de escrever o que quer que seja sobre política concelhia, mas nos últimos dias um anónimo, ou vários (?) têm “puxado” por mim e tenho acabado por escrever qualquer coisita acerca do meu ponto de vista da política local. Por achar que pode ser um ponto de partida para reacender o debate político por estas paragens, transcrevo para aqui os comentários trocados no post anterior (Feliz Natal!!!) propondo que o debate continue nos comentários.

O mote, será sem duvida esta aparente aliança estratégica entre CDU e PSD, e o aparente desaparecimento do PS e BE na cena política concelhia:

Anónimo disse...
Caro Rui, já temos saudades de um post teu, neste espaço de liberdade...
23 de Janeiro de 2009 18:31


Rui Viana disse...
Caro anónimoÉ com obvio agrado que recebo este seu comentário.Este seu bloguer tem andado como os politicos desta terra: Não lhe tem apetecido falar nem fazer politica. Só que eu (neste momento) não tenho responsabilidades assumidas com militantes e demais simpatizantes.Um dia destes prometo voltar. O momento não é fácil e o futuro será muito dificil. Mais do que nunca precisaremos de politicos competentes e responsáveis para o nosso concelho, e honestamente a coisa não promete.Obrigado pela visita.
24 de Janeiro de 2009 10:54

Anónimo disse...
Caro Rui,O PS já tem candidato. Sabe como é que foi a decisão, e concorda com a escolha?Consta que o camarada João Capitulo, tinha um projecto interessante que não vingou.Com o leque de candidatos que já se conhecem, quais os seus prognósticos?Abraço
4 de Fevereiro de 2009 18:48
Rui Viana disse...
Ao anónimo das 18.48
No fundo aconteceu tudo o que eu já tinha previsto e escrito aqui nuns comentários anteriores.Tal como disse antes, na sequencia de uma entrevista do João Capitulo a um jornal, a escolha estava feita á partida e ele só se pôs a jeito para saír humilhado.Como é sabido eu a esta data não faço parte de qualquer orgão do partido, pelo que não conheço o projecto do João Capitulo, mas mesmo que ele fosse excelente, a actual direcção da concelhia não tomas decisões por mérito, mas sim por compadrio.
Sobre prognósticos, eu poderia dizer que só depois do jogo, mas estes infelizmente são tão obvios que nem são prognósticos; são certezas antecipadas que não comentarei, porque como disse igualmente antes, não quero ser o "Manuel Alegre" de Sesimbra.
4 de Fevereiro de 2009 23:23

Anónimo disse...
Rui Viana, o que é que se lhe oferece dizer do candidato do PS à Câmara, e das suas possibilidades face à dupla poderosa e sinistra, Augusto Pólvora(PCP),Francisco Luís(PSD)...Socialista De Sempre
8 de Fevereiro de 2009 17:02

Rui Viana disse...
Caro Socialista de SempreNo fundo respondi a isso no meu comentário anterior, que transcrevo:"Sobre prognósticos, eu poderia dizer que só depois do jogo, mas estes infelizmente são tão obvios que nem são prognósticos; são certezas antecipadas que não comentarei, porque como disse igualmente antes, não quero ser o "Manuel Alegre" de Sesimbra."
8 de Fevereiro de 2009 20:43

Anónimo disse...
Rui Viana,Por ventura, o clima de medo de que falam alguns dirigentes Socialistas nacionais, já chegou a Sesimbra?
9 de Fevereiro de 2009 15:56

Rui Viana disse...
Gostaria que explicá-se melhor a que tipo de medo se refere.
9 de Fevereiro de 2009 17:18

Anónimo disse...
Ao medo de exprimir livremente e em público, opiniões divergentes das dos orgãos e dirigentes em funções...O contraditorio não existe, e é mao para a democracia que assim seja...
9 de Fevereiro de 2009 19:01

Rui Viana disse...
Ah! Entendi agora.
De facto eu penso que só pode ter "medo" quem não está absolutamente certo das suas convicções ou anda na politica por dinheiro.Se ler alguns dos meus comentários anteriores verificará que nunca deixei de dizer aquilo que penso da desastrosa forma como o PS Sesimbra está a ser conduzido.
Por outro lado, compete à oposição e não a mim fazer esse contraditório. Acima de tudo eu sou socialista - com bons ou maus dirigentes. Não será por mim ou até mesmo pela falta do meu voto que o PS não ganhará em Sesimbra, embora também não acredite que seja debaixo de silencio e ausencia de condutas politicas que sejam conhecidas pela população que se obtêm resultados aceitáveis.Se por vezes é melhor estar calado do que a dizer "baboseiras" ou banalidades, neste caso só depois das próximas autarquicas poderemos avaliar a validade deste tipo de gestão politica. Não escondo que para mim é uma novidade esta politica do silencio.Por outro lado vejo o exemplo da Dra. Manuela Ferreira Leite que esteve francamente melhor enquanto manteve o seu voto de silencio, do que agora que pretende fazer oposição a qualquer custo, tendo certas intervenções que até o PC já abandonou o estilo!
10 de Fevereiro de 2009 3:15

Anónimo disse...
Espero que o Rui nos esteja a desejar um feliz natal de 2009, com uma gestão Socialista na Autarquia, e com PCP e PSD definitivamente afastados do poder em Sesimbra.Consta por aí que PCP e PSD se preparam para intensificar a coligação existente neste mandato, deixando de fora PS e BE.
3 de Março de 2009 18:35

Rui Viana disse...
Vai ser dificil o PCP e PSD deixarem de fora o que já não existe!Sabem se ainda existe PS e BE em Sesimbra? É que eu já não os encontro há bastante tempo!!!Mais palavras para quê?
3 de Março de 2009 21:36

Anónimo disse...
Não se entende este morrer de amores por parte de dois partidos tão diferentes.Só se houver alguma empatia especial entre os seus dirigentes que nós não tenhamos conhecimento.O que é que o Rui acha disto?
4 de Março de 2009 13:42

Rui Viana disse...
Honestamente não sei se exste essa empatia ou não, mas se o anónimo me conhece ou costuma ler as minhas opiniões sabe concerteza que eu sou a favor de oposições e politicas responsáveis, e não concordo de todo com oposições a qualquer preço.Apesar de algumas asneiras que este executivo comunista tem feito (muitas delas oriundas das influncias que o aparelho do partido tem dentro do executivo)não se pode dizer que esta gestão esteja a ser negativa, ou seja, um executivo socialista ou social democrata não estaria a ter uma gestão muito diferente desta, que nem sequer pode ser acusada de ser uma gestão tipicamente comunista.Assim sendo parece-me razoavel que o PSD esteja a subscrever a gestão do Arq. Pólvora. Repáre-se que o PSD em Sesimbra não é um partido para ganhar eleições, logo o mais que pode aspirar é ser fiel de balança nas politicas autarquicas. E é aqui que o PS falha redondamente na gestão politica que está a fazer: Em vez de estar a gerir a próxima derrota, deveria já ter conquistado para junto de si o PSD para poder ter aspirações a ganhar as próximas eleições. Agora já é tarde de mais.
4 de Março de 2009 14:25

Anónimo disse...
Como observador atento destas questões, penso ser altamente improvável o PSD trocar os comunistas pelos socialistas, por razões que me escuso de inumerar, mas que o Rui seguramente conhece e pode partilhar connosco neste espaço...
5 de Março de 2009 11:12

Rui Viana disse...
Claro! Eu se fosse do PSD de Sesimbra, neste momento também não trocava uma aliança estratégica (implicita ou explicita) com a CDU do Arq. Polvora por uma outra com o actual PS de Sesimbra. Só um louco pensaria nisso.Quando me referia a uma eventual aliança do PS com o PSD, obviamente que muitas "cartas do baralho" teriam de ser trocadas. Com este "jogo" não dá para ir a lado nenhum. Tudo está errado na actual gestão politica do PS Sesimbra. Era dificil fazer pior!Talvez num futuro com mentalidades, visões, estratégias politicas diferentes... Quem sabe?Claro que o próprio PSD teria de mostrar uma visão mais Democratica Socialista como aquela que eu defendo como ideal para o futuro do nosso país em geral e para o nosso concelho em concreto, abandonando a lógica do neo-liberalismo que conduziu a nossa sociedade à crise que agora atravessamos.
5 de Março de 2009 17:37

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Feliz Natal!!!


Desejo que todos os leitores tenham um Feliz Natal, com muita saúde!

Rui Viana

Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

A politica enquanto competição

A competição é algo que faz parte da minha vida desde os 4 anos. Neste caso, a competição automóvel. Como alguns leitores sabem, pratiquei este desporto durante 13 anos e portanto a luta pela vitória é algo que me está no subconsciente. Lutar por ir mais longe é algo que se constrói continuamente, e no caso do automobilismo começa com os treinos e continua após a partida, volta após volta, etapa após etapa, e só termina após passar a meta. Seja uma corrida de sprint ou de endurance, seja uma corrida a solo ou de equipa. Ainda antes dos treinos, toda a fase de preparação faz parte do trabalho em direcção à luta pela vitória.
E isto é assim para todos. Quem não quer ter trabalho ou entrar em disputas, não vai para as corridas e ponto final.

No automobilismo como em tudo na vida, temos de preparar, delinear a estratégia, trabalhar, lutar, e competir até à vitória. E nisto incluo obviamente também a politica.
Para surpresa minha, neste Concelho as coisas parecem não ser assim. Não se vê trabalho de preparação, não se vê a delineação da estratégia das “equipas”, não se vê os trabalhos de afinação, não se vêm os “treinos”, e quando chega a altura da “prova” verificamos que os “concorrentes” aparecem na “grelha de partida”, depois resguardam-se na “box” durante uns tempos, e na hora final da “prova” vão todos para a “pista” para o “cortar da meta” na esperança de lhes calhar um lugar no “podium” saído tipo lotaria, sem trabalho prévio e sem estratégia.

É portanto estranho para mim que já em plena fase de “treinos” desta corrida autárquica, as “equipas” opositoras do “Campeão” em titulo ainda não estejam na “pista” a lutarem pelo melhor lugar na “grelha de partida”.
No caso de uma das “equipas”, vemos o “piloto” a fazer aquecimento físico, mas a equipa de “mecânicos”, o “team-manager”, o “cronometrista”, etc. nem vê-los.
Na “equipa” que obteve o ultimo “titulo”, vemos o “carro” a rolar ao ralenti que obviamente sem concorrentes que o sejam, ganhará a próxima “corrida”.
As outras “equipas”, nem vê-las.

Definitivamente, não percebo nada de politica concelhia!
Rui Viana

Domingo, 9 de Novembro de 2008

Futurologia

Um familiar meu diz que eu tenho que me dedicar à futurologia e de facto ao reler alguns textos de há um ano atrás, eu próprio acredito que nesta fase de crise profunda pode ser uma alternativa rentável. No entanto penso que estas previsões acertadas se devem mais ao facto de estudar e estar atento ao mundo que me rodeia.
Sobre este texto de 3 de Janeiro, penso que acertei em tudo (incluindo o facto de a CDU já ter proposto para 2009 a descida do IMI em Sesimbra) excepto nas previsões sobre o comportamento do PS Sesimbra onde admito que as minhas esperanças falharam redondamente. Acho que vale a pena reler:


"Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

O que eu espero do ano 2008

Para este ano de 2008 espero um ano de transição entre a recessão e a demagogia.

Este será um ano em que as taxas de juro do BCE continuarão a subir, com os consequentes reflexos nos créditos à habitação.
Este será um ano em que o petróleo continuará a subir fruto da instabilidade económica e política a nível mundial, com as consequentes implicações nos transportes, na transformação de matéria prima, etc.
Este será um ano em que o desemprego continuará a subir, quer pela recessão económica das empresas, quer pelo fecho de muitas delas, quer pela debandada de muitas delas para os países de leste.
Portanto perspectivo a consequente subida da taxa de inflação e demais consequências daí oriundas.

No entanto quando se aproximar o final deste ano tudo vai mudar. 2009 é ano de eleições legislativas, europeias e autárquicas e portanto o orçamento de estado vai prever descida de impostos, descida do défice, diminuição do crescimento da taxa de desemprego (que é uma forma política de ver vantagens nas desgraças), etc.

Ao nível local, não será diferente e vamos assistir ao executivo comunista seguir as propostas que fiz neste blog para este ano, nomeadamente a descida do IMI. Vão aparecer pequenas obras emblemáticas para inaugurar antes de Setembro de 2009. Enfim, tudo normal!

Para o PS Sesimbra, espero que neste novo ano seja mais interventivo e dinâmico, mais presente junto da imprensa, mais interactivo com os militantes e a população, enfim, um partido mais adequado à política do séc. XXI.

Peço desculpa aos leitores pelo meu lado pessimista (ou realista) mas só na certeza de que teremos que fazer mais e melhor por este concelho e por este país, conseguiremos alcançar uma melhor qualidade de vida para o nosso futuro. Agora passemos das palavras aos actos...
Rui Viana
"

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Vale tudo!

É o comunismo no seu pior. Como já perceberam que a maioria da população não se revê nos seus queixumes contra o governo e contra o Ministério da Educação em concreto, agora decidiram manipulando as crianças inventar uma greve de alunos do secundário.

Qualquer pessoa vê que foi com espontaneidade que os alunos do secundário se organizaram para fazer um panfleto com fotos de manifestações a dizer “Vamos mandá-los embora”, foram a uma tipografia fazer milhares de panfletos, e colocaram crianças do 7º ano a distribui-los, perfeitamente cientes do significado desta “greve” e utilizando a força para não permitir que nenhum aluno entrasse na escola.

Ao utilizarem crianças para a sua “luta”, mostraram que o pior da URSS não está morto e penso que até o Sr. Putin reprovaria esta atitude! Tenham vergonha!
Rui Viana

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

CMS encomendou um estudo sobre o futuro do turismo em Sesimbra

Sabia que a CMS tinha encomendado um estudo sobre desenvolvimento turístico do concelho a uma entidade exterior e até já tinha referido isso num comentário anterior. Soube agora por um comentador deste blog que o mesmo foi adjudicado a Augusto Mateus.

Sobre o acto de encomendar o estudo a uma entidade exterior, eu acho que a CMS esteve bem. Quando não sabemos fazer, pagamos a quem sabe. Isto tem dois méritos:
- O executivo reconhece que não tem capacidade para a tarefa que lhe foi entregue pelo eleitorado.
- O executivo entrega a tarefa nas mãos de quem sabe, e escusa-se a fazer (mais) asneiras.

Sobre Augusto Mateus e a sua visão de turismo, li umas coisas sobre o assunto incluindo algumas entrevistas ao senhor, e agrada-me aquilo que li sobre a sua visão global de turismo. É uma visão moderna, realista e acima de tudo responsável, e vai no sentido de coordenar um turismo cosmopolita com a vertente ambiental.

Preocupa-me no entanto que este estudo sendo encomendado e pago com o dinheiro dos munícipes e prevendo que ele seja entregue antes das eleições autárquicas, como fará a CDU para manter a sua suposta idoneidade? Será que apresenta os resultados do estudo em nome da CMS e na sua campanha eleitoral continua a propor aquilo que sempre propôs, ou será que vai utilizar os argumentos do estudo pago com o dinheiro dos munícipes para fazer campanha em proveito da coligação partidária?

Vai ser difícil resistir à tentação de mostrar algo diferente daquilo que os partidos deste concelho sempre apresentaram, ou seja aquelas frases gastas do turismo e pescas, pescas e turismo, e não usar as conclusões da equipa de Augusto Mateus com possíveis propostas estruturadas para um turismo com futuro e realmente sustentável. Mas usar argumentos estudados com o dinheiro dos munícipes…
Rui Viana

Baile de Caixas

Também eu não resisti a transcrever um texto já escrito há 2 anos no blog "Pexito" e transcrito há 2 meses no blog "Alfarim". Copio-o porque me revejo em cada palavra. Foi lá que conheci a minha mulher e mãe dos meus filhos! Quando ele diz "Íamos como podíamos, mas chegava-se sempre lá." era mesmo assim. Fui de todas as maneiras: A pé, de bicicleta, de motorizada, de carro, à boleia. Tinha era de ir nem que chovessem picaretas! Só não conseguia era levar o sapato engraxado porque eu vinha da Lagoa!!! Que belos tempos!
Rui Viana

"..........vieram-me à ideia os bailes das Caixas. Foi o mesmo que andar 30 anos ou mais para trás, que saudade.
O famoso "Baile das Caixas", era um dos locais de culto da minha geração de sesimbrenses. Íamos como podíamos, mas chegava-se sempre lá.
Na porta encontrávamos o dono do baile, o Sr. Zé Carlos que correspondia ao que hoje se chama de "animador cultural". Digamos que tinha uma "Empresa de Eventos", tão em moda hoje em dia. Pagava-se o bilhete e pronto, a porta escancarava-se.
Lá dentro o conjunto musical tocava como podia e sabia, sempre ao ritmo dos êxitos mais que repescados, das melodias que faziam com que se dançasse.
Elas sentadas ao lado das mães, todas trajando o melhor que iam encontrando no guarda-vestidos, ostentando os melhores brincos, colares e todos os acessórios que a ocasião impunha.Nós de pé, claro, aprumados, bem vestidinhos, calça vincada, camisinha de ir ao baile, sapato engraxado, penteado a condizer, bem barbeados, um after-shave com odor intenso.
Aí estávamos nós, quais predadores que esperam a vítima.Encostados ao fundo do salão, soltávamos aquele gesto com a cabeça, universal, de - "a menina dança?" e aguardávamos que a mãe dela, depois de uma primeira inspecção, anuísse.Se fosse sim, era o atravessar do salão, o peso desaparecia em cima dos pés, não fosse outro chegar primeiro.
Depois de um breve sorriso de cumplicidade, havia que trabalhar...mão direita nas costas do feminino par, mão esquerda agarrando a esquerda dela e a cabeça muito direita, na vertical, começava-se aí. Depois, bem, depois havia que tentar, tentar agradar, tentar encostar, tentar que a mãe, os irmãos, a familia não descortinasse qualquer abuso. Se fossemos correspondidos...melhor, voltava-se sempre, se não, era certo e sabido, a tampa era certa na próxima série musical.
De vez enquanto lá vinha o "damas ao bufete", o "chocolate", era mais uma oportunidade de aproximação à eleita daquele baile.
Entre uma cervejinhas, umas sandes, uma bifanas, lá se passando aquele tempo mágico.Depois era o regresso Sesimbra, não antes do pão quente que se consumia na padaria em frente, também do mesmo dono do Salão de Baile, qual magnata do negócio da noite nas Caixas, é que além disso ainda tinha o mini-mercado, também em frente, de onde saía tudo o que se consumia lá no buffet do local da festança.
A foto das maçãs da Azoia trouxe-me estas lembranças, fizeram-me lembrar alguém que dançava comigo numa dessas noites, ao mesmo tempo que deglotia uma maçã da Azoia"
in blog : http://pexito.blogspot.com

Cadilhe – “O tiro saiu pela culatra”

Todos temos a noção de que todos os bancos em Portugal, sem excepção, têm fugas de capitais para offshores. Todos temos a noção que o Banco de Portugal tem evitado mexer muito no assunto para evitar danos maiores, como a descredibilização do sistema bancário junto dos pequenos e médios depositantes, o que levaria ao afundamento compulsivo de todos os Bancos.

No entanto no BPN temos um administrador que qual justiceiro do povo, decide anunciar a possível venda do Banco na internet. Temos um administrador que perante as investigações da PJ, decide chamar a imprensa para fazer muito alarido da situação.

Todos sabemos que os negócios de grandes empresas financeiras não se fazem na Internet. Todos sabemos que qualquer administrador tenta esconder dentro da medida do possível qualquer investigação judicial.

Na minha opinião, Miguel Cadilhe tinha como objectivo baixar substancialmente o valor do Banco em bolsa, para de seguida alguém das suas relações poder comprar o máximo possível de participação. Mesmo que o valor em bolsa baixe muito, os activos mantêm-se lá e portanto numa lógica de investimento a longo prazo, é uma jogada válida.

Só que o governo furou-lhe os planos e nacionalizou o Banco, coisa que nunca lhe passou pela cabeça. Agora vemo-lo a “espernear” contra o governo porque lhe “saiu o tiro pela culatra”.
Rui Viana
Nota jurídica: Este é apenas um artigo de opinião pessoal, e não um artigo de jornalismo.

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

O futuro turistico do distrito de Setubal

Há cerca de um ano e meio atrás, eu escrevia neste blog o seguinte texto:
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"O futuro turístico do distrito de Setúbal
Na minha óptica, o distrito de Setúbal tem todo o potencial para fazer coexistir com a industria que se perspectiva, um turismo de topo, abdicando da quantidade em prol da qualidade.A sul do Sado, as coisas começam a estar encaminhadas, quer em Tróia, quer na Comporta, quer alguns outros projectos já aprovados e em fase de arranque.Na Península de Setúbal, o arco ribeirinho tem alguns pontos com capacidade para um tipo de turismo semi-rural especialmente na zona de Alcochete. A Costa da Caparica poderá melhorar, mas dificilmente se livrará do turismo de massas (inclusivamente será necessário manter um espaço com essas características). O Portinho da Arrábida poderá explorar um tipo de turismo de altíssima qualidade e muito restrito, mas também não se poderá desenvolver muito, pois está numa zona cheia de restrições ambientais. Por fim, o concelho de Sesimbra poderá desenvolver e melhorar o conceito que já explora na vila, o turismo de qualidade média-alta. No entanto falta desenvolver a zona Meco / Lagoa de Albufeira com um potencial imenso e ainda muito mal explorado. Eu diria mesmo que é premente legislar e controlar, pois a Aldeia do Meco está a entrar por um caminho do tipo Algarve no seu pior. È por aqui que o concelho deve desenvolver o seu turismo de qualidade, sendo ambicioso e decidido no alcance desse objectivo.Confesso não ter conhecimentos de como o concelho se pode substituir ao Turismo da Costa Azul, que a menos que haja uma revolução interna, dificilmente aquele organismo fará melhor do que fez até hoje. Numa primeira fase, é urgente actuar e organizar uma grande discussão pública sobre o caminho a seguir, recorrendo a especialistas sobre o assunto. Cá estaremos disponíveis para aprender e ajudar.
Rui Viana"
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Até agora nada foi discutido de forma publica sobre este assunto no concelho de Sesimbra. Nós cidadãos anónimos nada sabemos sobre o que se discute na Turiforum, na CMS, ou nos partidos com representação em Sesimbra. Seria importante refletir porque razão não se discute isto com a população.
Rui Viana

Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008

Renovação da democracia JÁ!!!

Na continuação da análise do post anterior temos que de facto os jovens ao deixarem de acreditar em "políticos" afastaram-se da politica. Mas esse é um grande erro. Não podemos deixar as nossas vidas entregues nas mãos de quem só se preocupa com o seu umbigo, como eu tenho repetido continuamente.
Os jovens têm de acreditar que o futuro lhes pertence e que têm que tomar a rédea do seu futuro já desde hoje.

O presente não é bom e o futuro é bastante cinzento, fruto de anos e anos de politicas erradas. Existem jovens com uma formação muito acima da média da população portuguesa. Os seus pais fizeram grandes esforços para lhes dar a educação a que eles próprios não tiveram acesso por diversas razões. É obrigação desses jovens tomarem conta do país, não abdicando da experiência dos mais velhos, mas incutindo um novo estilo mais ambicioso e responsável à politica nacional.

Eu, não sendo jovem nem velho, não vou desistir e sei que estou a pensar certo. Jamais aceitarei juntar-me a eles nesta politica irresponsável que nos arrastou nos últimos 30 anos para a crise e decadência que estamos a viver agora.

Esta crise tem responsáveis, e eles têm cara e nome. São os políticos que geriram o país nos últimos 30 e tal anos. Temos obrigação de exigir mais e melhor, e também temos a obrigação de participar para fazer mais e melhor.
Rui Viana

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Santa ingenuidade!

Há 1 ano atrás eu escrevia neste blog o seguinte texto:

"Uma nova vaga a chegar?
Há gente nova (jovem) a deixar comentários construtivos nos blogues. Espero que isso signifique que uma nova vaga está a chegar à política concelhia, pois o tecido político do nosso concelho precisa de mudança com urgência. Novas ideias, mais sentido cívico, novas atitudes na discussão politica.Não pretendo com isto que seria ideal afastar os antigos políticos pois não devemos abdicar da sua experiência, mas acredito que estes em contacto com essas novas atitudes, se reciclariam a si mesmos, quer na visão politica, quer na postura cívica, quer na aceitação de novos valores.Também a actividade das Jotas terá de ser reciclada, pois as suas formas de actuar estão mais ultrapassadas que as politicas da nossa CMS.Pais, incentivem os vossos filhos a exercerem os seus direitos cívicos.Filhos, chamem à atenção dos vossos pais para o facto de que as nossas vidas estão na mão dos nossos políticos e que por isso devem exigir deles mais ética e profissionalismo, em prol de uma sociedade melhor.
Rui Viana"

Passado um ano e depois de eleições internas nos principais partidos com representação no concelho, os jovens são ainda menos que antes. Muito pelo contrário, a média de idades dos dirigentes concelhios subiu, numa clara negação à renovação da democracia. Em paralelo, as condições de vida no concelho, no país e no mundo degradaram-se substancialmente. Será isto um sinal de que tudo está errado? Que a maioria daqueles que se dedicaram à politica e à democracia nos últimos 30 anos fizeram quase tudo mal?

Claro que este é um pensamento demasiado simplista, mas poderia ser o ponto de partida para uma reflexão colectiva e apartidária sobre de onde vimos, por onde estamos a ir, mas principalmente para onde queremos ir!
Rui Viana

Terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Segurança Pública

Há um novo blog na berra em Sesimbra que discute e opina sobre o ambiente geral da Vila de Sesimbra.

No seu ultimo post comenta um assunto premente: O estado da Segurança Pública em Sesimbra.
Com base neste post
http://calhandro.blogspot.com/2008/08/ambiente-degradante-ii.html têm-se desenvolvido uma série de comentários que podem culminar no reaparecimento de milícias populares, o degrau mais baixo da justiça num estado de direito.

Preocupa-me sobejamente verificar o silêncio de políticos no poder e na oposição. Se ninguém destes actores da vida politica concelhia tomar uma posição pública, poderemos assistir nas próximas semanas a actos de justiça por mão própria que deixarão marcas sociais graves para o futuro. Algumas desculpas esfarrapadas aparecerão a curto prazo, como a falta de verbas, falta de meios humanos, etc.

Será que depois de alguma desgraça, a população equacionará se as verbas aplicadas em festas e festarolas, pseudo-orçamentos participativos (!!!) e outras futilidades estarão nas melhores mãos?

Será que este silêncio confrangedor demonstra que temos o concelho em geral e a vila em especifico entregue a equipas responsáveis que zelam pelos nossos interesses e acima de tudo pela segurança das nossas famílias e bens?
Rui Viana

Terça-feira, 15 de Abril de 2008

O meu silêncio

Muitas pessoas me têm perguntado porque tenho estado tão calado acerca dos acontecimentos em torno da eleição da Comissão Politica Concelhia do PS Sesimbra.
Respondi até agora que não era tempo de falar, mas apenas de observar.
Agora que o Secretariado está nomeado e o processo completo, poderei responder que decidi ficar calado por três razões:
1ª – Porque continuo a ser Socialista e tudo o que se puder dizer em publico só beneficiaria a CDU que ainda não demonstrou ser merecedora do poder local que tem nas mãos.
2ª – Porque continuo a ser militante do PS Sesimbra e portanto prefiro que o meu PS ganhe todas as eleições a que se proponha, seja lá com a equipa que for. Por detrás de uma equipa boa ou má, está uma massa de militantes e simpatizantes que definirão a linha estratégica que um partido deve seguir (pelo menos em teoria!).
3ª e principal – Porque continuo a ser Coordenador do Departamento para a Administração Local da Federação Distrital de Setúbal do PS, o que me obrigará nos próximos meses a relacionar-me de forma próxima com todas as concelhias, a de Sesimbra incluída. Não faria sentido abrir hostilidades com os meus camaradas, quando o nosso adversário está lá fora.
Rui Viana

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

Imposto Único de Circulação para importados usados

Decidi transcrever para aqui dois textos (um deles de minha autoria) escritos num fórum de automóveis clássicos e que têm aplicabilidade a muitas centenas de milhares de automóveis importados. Por ser uma matéria em que estou em total desacordo com o actual governo, pedi já uma reunião com o Secretário de Estado que fez a lei, por forma a apresentar-lhe as razões pelas quais eu considero esta lei inconstitucional.
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in Forum HACETS - Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sadopedrompires Members ProfileAdministrador Sócio n.º 508Joined: 01-Jan-2007 Location: Montijo

Pagamento do Imposto Único de Circulação Carros importados encontram dificuldades

A entrada em vigor do novo Imposto Único de Circulação, está a causar alguma confusão entre os proprietários de automóveis comprados no estrangeiro, que na matrícula apresentam um mês e no documento único outro, sendo este último o que é válido para o Fisco para efeitos de pagamento do imposto. Todavia, GNR e PSP parecem não seguir esta lógica e estão a actuar em função da matrícula que o veículo tem e não do documento único, que apresenta o mês de registo do veículo em Portugal.Alguns proprietários de automóveis adquiridos na Alemanha e noutros países estão a encontrar problemas devido à entrada em vigor do novo Imposto Único de Circulação (IUC), que veio substituir o “selo do carro” ou Imposto Municipal sobre Veículos, e que obriga a que o proprietário de um veículo tenha que pagar este imposto no mês da matrícula. Até aqui tudo bem. Todavia, alguns dos referidos automóveis importados apresentam na matrícula o mês em que foi adquirido novo no país de origem e no documento único o mês em que o veículo foi registado em Portugal. O problema está precisamente aqui. É que para o Fisco o que conta é o mês em que o automóvel foi registado em Portugal, ou seja, o mês indicado no documento único do veículo. Assim, por exemplo, um automóvel que apresente na matrícula ser de 2006/01, mas no documento único refira a data de 2006/06 como registo em Portugal, terá, perante o Fisco, de pagar o IUC neste último mês e não no mês de matrícula no país de origem. O problema é que tanto a GNR como a PSP parecem não dispor de nenhuma circular que esclareça esta questão concreta, preferindo actuar perante o que a nova legislação diz. Ou seja, o IUC deve ser pago no mês de matrícula do veículo. Isto mesmo que o proprietário apresente o documento único a fazer prova de que o automóvel entrou em Portugal noutro mês. Assim, arrisca-se a que o automóvel seja apreendido.A verdade é que os proprietários de veículos nesta situação andam às “aranhas”, pois ao requererem no “site” do Fisco o guia para pagamento do IUC no ano de matrícula esbarram com uma recusa na emissão do documento. Nas Finanças a informação prestada é de que têm de pagar o IUC no mês de registo do veículo em Portugal, pelo que uma guia de pagamento do IUC só será emitido nessa ocasião. Todavia, entretanto, só dispõem do documento único para fazer prova perante a PSP e GNR de que estão a falar a verdade. O JM contactou o comandante da GNR na Região, tenente-coronel Vieira Correia, que adiantou que caso o automóvel esteja devidamente legalizado e já disponha de matrícula portuguesa e se encontre na situação descrita o proprietário deverá dirigir-se às Finanças para pedir esclarecimentos. Todavia, o proprietário que nos contactou diz já ter-se dirigido às Finanças, que informou que apenas pode emitir uma guia de pagamento do IUC no mês em que este deverá ser pago e não antes, o que significa que este proprietário apenas dispõe do documento único para fazer prova perante a GNR e PSP de que deverá pagar o IUC no mês de registo do automóvel em Portugal e não no mês de matrícula no país de origem. Contudo, as autoridades parecem desconhecer esta situação.Augusto Soares
colocado por:Pedro Miguel Pires - Webmaster HACETS

colocado por:Rui Viana Members Profile Membro de BronzeJoined: 11-Fev-2008 Location: Sesimbra

A confusão à volta deste assunto tem a ver com uma questão de linguística. Para efeitos de IPO, o que conta é a data de matrícula. Na barra amarela da matrícula deve lá estar a data da matrícula. Para pagamento do IUC a lei refere apenas a data da matrícula, ou seja da actual matricula. Isto leva a situações aberrantes como o exemplo de um automóvel clássico que tenho: O carro é de 1987/12. Faz a IPO em Dezembro. Foi importado para Portugal em 1997 e levou uma matrícula K que à data nem sequer fazia parte do alfabeto português. A UE instruiu Portugal no sentido de que teria que dar a hipótese aos referidos proprietários de lhes atribuir uma nova matricula (o K foi considerado discriminatório) sem cobrar novo IA, como era prática até então. Em Junho de 2001 foi-me atribuída uma nova matricula (a meu pedido), para repor o erro do legislador. Agora o IUC a pagar é relativo a uma viatura de 2001. Neste momento um carro de 1997 e um de 2001 pagam o mesmo, mas daqui a 2 ou 3 anos ficam em escalões diferentes e nessa altura eu vou pagar mais pelos erros dos legisladores!!! Contudo o meu carro não é de 2001 nem de 1997. É de 1987, e é relativamente a este ano que deveria pagar imposto. Já agora, até o nome da Lei é uma aberração porque chama-se Imposto Único de Circulação e no início do texto começa por dizer que este não é um imposto de circulação mas sim de PROPRIEDADE!!!

PS: Já estive a falar com um deputado da Assembleia da Republica no sentido de explicar ao Secretário de Estado responsável por esta lei, da aberração quer do texto, quer da injustiça social contida nesta situação. É que isto não abrange exclusivamente os carros importados. Existem outras situações em que se pode trocar a matrícula de um carro, como carros comprados em hasta pública provenientes de apreensões, etc.
Rui Viana

Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Imagem / Cabeçalho de Março

Na sequência do desafio lançado aos leitores no inicio do ano, vamos ter durante o mês de Março este cabeçalho enviado por um leitor e comentador habitual. Desde já o meu muito obrigado e parabéns pela criatividade!

Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Visão transparente e determinação!

Por vezes caímos na inocência de fazer juízos de valor sobre pessoas com base no “diz que disse”. Vem isto a respeito das noticias que ouvi ontem (Sábado) acerca da entrevista da minha camarada Ana Gomes ao programa “Diga lá Excelência”, e que segundo os comentários jornalísticos e a analise aos excertos feita pelos mesmos jornalistas me levaram a pensar que a senhora deveria ser, no mínimo, convidada a sair do PS.

Hoje ouvi a entrevista completa e percebi que, não só a opinião que formei ontem para mim próprio era descabida, como ainda percebi que são pessoas como a Ana Gomes que fazem deste partido um pólo incontornável para o desenvolvimento futuro do nosso país. Ana Gomes revelou-se uma pessoa com uma visão lúcida e desinteressada, com ideais de justiça social e uma coragem exemplar na forma como luta contra os interesses dos poderes instalados.

Mais que um exemplo a considerar, deve ser para cada um de nós um incentivo a continuarmos na determinação de mudar o mundo em que nos inserimos, sem nos deixar-mos condicionar por pressões ou reinados bacocos que subestimem a validade das nossas convicções em prol de uma sociedade mais justa do ponto de vista social e mais fluorescente do ponto de vista económico.
Rui Viana

Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Plano da Mata (Parte 4)

Que eu penso que o Plano da Mata está conforme com a lei, é um facto que oportunamente se virá a confirmar ou não. Que eu penso que este Plano, se levado à risca, será uma oportunidade para o concelho dar um salto em frente no seu desenvolvimento, também é um facto que só os anos futuros dirão se eu tenho razão ou não.

Agora, independentemente destas questões, é um facto que o processo está neste momento a ser alvo de uma investigação por parte da Policia Judiciária e portanto diz-nos o bom senso que devemos esperar para ver se está de facto tudo correcto. Parece-me um pouco estranho o facto de, quer o executivo da CMS, quer a Mesa da Assembleia Municipal estarem tão interessados em resolver este assunto da aprovação do Plano sem esperar pelas conclusões da PJ. Isto leva-me a pensar se haverá mais algum interesse na aprovação deste Plano, para além do óbvio interesse no desenvolvimento do concelho. É que, à mulher de César não basta ser séria. Há que parecê-lo!!!

Assim sendo, parece-me razoável adiar qualquer decisão sobre a aprovação deste Plano para depois de conhecidos os resultados das averiguações da PJ.
Rui Viana

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Et voilá, está feito! Certinho e direitinho!

Acabámos de entregar os nossos recursos aquíferos por um período mínimo de 5 anos a uma empresa, propriedade de uma Associação Inter-Municipal, que fará a gestão e posterior venda dos referidos recursos dos municípios aderentes. O PSD acabou de viabilizar na Assembleia Municipal as pretensões da CDU.

E pensariam os leitores: “Bom mas se nós temos água para dar e Almada não, então vamos receber algo mais pela cedência desse recurso e da maquinaria em que investimos e temos pago ao longo dos últimos anos, certo?”
Errado! Segundo as mais elementares teorias comunistas, cada um DÁ aquilo que tem, e cada um COMPRA aquilo que precisa, ou seja, entregamos os nossos furos e centrais de bombagem que nós munícipes andamos a pagar pelo investimento feito nos executivos anteriores, e agora passamos a comprar a água bombada em Sesimbra com as nossas centrais a esta empresa, que como é habitual será gerida por militantes da CDU, que por sua vez entregará os lucros (se sobrarem lucros depois de pagos os ordenados que hão-de ser chorudos) a uma Associação também ela gerida por militantes dos mesmos (com os mesmos ordenados).
É claro que a Câmara não deixará que os munícipes se apercebam deste aumento do custo da água, pois para que ele não se reflicta na factura mensal, o executivo absorve a diferença, e assim não pagamos na factura mensal, mas pagamos pelas mais-valias que a Câmara não vai fazer pois despendeu parte do seu orçamento a pagar esse diferencial.

Obviamente que este é um texto revoltado! Revoltado por sentir que como munícipe acabei de ser roubado em troca de interesses nem sempre muito claros, mas que onde eu enquanto contribuinte deste município só perco, perco e perco!
Rui Viana

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Plano da Mata (Parte 3)

Há dias, na sequência das divergências e duvidas que alguns camaradas de partido têm levantado acerca do Plano da Mata, convidei para uma reunião com alguns militantes do PS o Presidente da CCDR-LVT, o Eng. Fonseca Ferreira, convite que ele aceitou e veio explicar-nos basicamente aquilo que já foi debatido neste blog. O projecto está agora conforme com o PDM, o PROT AML, e demais legislação.

No entanto levantou-se uma questão que nada tendo a ver com legalidade, pode inviabilizar o projecto na forma como tem sido apresentado.
O projecto prevê como contrapartidas que o promotor construa previamente o Plano de Acessibilidades que tem uma parte a financiar pelo próprio, uma parte pelo Estado, e outra pela União Europeia.
Acontece que nem o Estado nem a União Europeia têm verbas previstas para financiar este plano nos anos mais próximos.

Assim sendo, prevêem-se vários cenários: Ou o Plano da Mata é legalizado mas não avança por falta de verbas, ou a CMS abdica de parte do Plano de Acessibilidades, o que seria ludibriar a população, ou pior ainda, vai deixando o Plano avançar e vai-se esquecendo da prioridade das contrapartidas.

Claro que estou a especular, mas tendo em conta o curriculum de habilidades da Pelicano, todo o cuidado é pouco!
Rui Viana

Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Outsourcing

Se há pessoa que de todo não poderá falar mal do outsourcing, essa pessoa sou eu que já ganhei muito dinheiro a fazê-lo para algumas das maiores empresas deste país. Mas honestamente nunca me passou pela cabeça que fosse uma boa ideia as autarquias recorrerem sistematicamente a ele, pois sempre achei que isso colide com o principio do serviço publico.

A nossa CMS vai, com o apoio do PSD, entregar a gestão dos nossos recursos aquíferos a uma entidade exterior e já esgrimimos muitos argumentos parte a parte sobre essa matéria.

Mas a ultima supera todas. O Presidente da CMS recorre a assessoria externa para dialogar com a Assembleia Municipal! Numa reunião marcada entre os membros da A. M. e os vereadores da CMS, o “nosso” Presidente apareceu com os técnicos (vendedores de ideias) da Pelicano para debater o assunto da Mata de Sesimbra.

Tenho de o dizer: MUITO BEM!!! Quem não está á altura para o cargo que desempenha, recorre aos serviços externos (outsourcing).

NOTA: Os membros do PS e BE não aceitaram a reunião com a presença dos senhores da Pelicano e retiraram-se. Penso que a reunião se realizou na mesma com os membros da CDU e PSD.
Rui Viana

O poder da imprensa sobre a política

Quem hoje não reconhecer o poder dos media sobre a forma de fazer política, pode dedicar-se ao crochet. Fazer política sem se relacionar com a imprensa é como escrever um livro sem o publicar.

Esta introdução explica porque razão dois políticos podem obter resultados distintos na avaliação popular do seu desempenho. Um bom político que faça um trabalho fabuloso pode nunca ser reconhecido pela população se não souber relacionar-se com a imprensa. Já um político a roçar a mediocridade pode ter uma imagem popular bastante boa se souber usar a imprensa a seu favor.

Temos ainda exemplos de bons políticos a fazer um trabalho excepcional de colaboração com a imprensa, como será o caso do nosso primeiro-ministro. As já celebres imagens do jogging matinal em todo o mundo não são de todo ocasionais. Passam uma imagem subjectiva do homem normal que se preocupa com a mente sã em corpo são, e que tem hábitos normais como qualquer cidadão anónimo. Veja-se que apesar da política de austeridade que tem imposto, mantém níveis muito altos de popularidade em todas as sondagens.

Vejamos também o exemplo do nosso Presidente da CMS. Ainda não vimos em dois anos e meio nenhuma obra feita a que se possa dar esse nome. No entanto vemos uma fotografia sua em todos os jornais locais, e essa omnipresença deixará na mente dos menos atentos a estas coisas da política a ideia subjectiva de que tem realizado muita coisa.

Poderemos criticar a posição da imprensa? Claro que não! É o seu papel na sociedade. Mostrar aquilo que os leitores ou ouvintes querem saber.

Saber relacionar-se com a imprensa sem cair na tentação da política mediática é o segredo do político responsável que encontrando o equilíbrio entre as duas faces da moeda, levará ao sucesso a gestão da sua performance política.
Rui Viana

Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008

O distrito de Setúbal “jamais” voltará a ser o mesmo

Há meses atrás, eu referia neste blog que segundo um guru da economia, este distrito em conjunto com o de Beja e Faro se desenvolveriam mais nos próximos 30 anos que o resto do país todo junto. Esse guru era Ernâni Lopes, nem mais nem menos que o autor da parte económica do estudo apresentado pela CIP ao Presidente da Republica sobre o Aeroporto em Alcochete.

De facto, a construção do aeroporto e da futura ponte rodo-ferroviária Chelas-Barreiro trarão uma capacidade de transformação para o distrito que deve ser bem pensada e estruturada perspectivando-se um salto ímpar no desenvolvimento social e económico da região. Este desenvolvimento começará já com a oferta de emprego na área da Construção Civil e a seguir estender-se-á a todos os sectores.

Não poderemos esquecer que também a futura Plataforma Logística do Poceirão terá um papel importante nessa transformação. No futuro muitas empresas terão todo o interesse em instalar as suas produções neste nó inter-modal Europa-Atlântico onde a facilidade de expedição dos seus produtos por avião, comboio ou navio será uma mais-valia.

Obviamente que sou suspeito para fazer este comentário, mas duvido que as politicas autárquicas miserabilistas da maioria comunista que actualmente dominam este distrito estejam à altura de gerir este desenvolvimento futuro, nomeadamente na necessidade de uma atitude activa em prol da postura passiva que caracterizam as gestões comunistas actuais.

Será por isso importante que o próprio PS mude de atitude e se mostre à população como a alternativa credível para fazer face a este desafio que não dará segundas oportunidades.
Assim, pede-se aos militantes socialistas que se unam em torno de um projecto de futuro que transformará as nossas vidas e principalmente as das gerações seguintes, deixando de parte as guerrilhas e quezílias internas que têm levado a que o PS ganhe largamente as eleições legislativas no distrito, mas as perca nas autárquicas em 10 dos 13 concelhos.
Rui Viana

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

O que eu espero do ano 2008

Para este ano de 2008 espero um ano de transição entre a recessão e a demagogia.

Este será um ano em que as taxas de juro do BCE continuarão a subir, com os consequentes reflexos nos créditos à habitação.
Este será um ano em que o petróleo continuará a subir fruto da instabilidade económica e política a nível mundial, com as consequentes implicações nos transportes, na transformação de matéria prima, etc.
Este será um ano em que o desemprego continuará a subir, quer pela recessão económica das empresas, quer pelo fecho de muitas delas, quer pela debandada de muitas delas para os países de leste.
Portanto perspectivo a consequente subida da taxa de inflação e demais consequências daí oriundas.

No entanto quando se aproximar o final deste ano tudo vai mudar. 2009 é ano de eleições legislativas, europeias e autárquicas e portanto o orçamento de estado vai prever descida de impostos, descida do défice, diminuição do crescimento da taxa de desemprego (que é uma forma política de ver vantagens nas desgraças), etc.

Ao nível local, não será diferente e vamos assistir ao executivo comunista seguir as propostas que fiz neste blog para este ano, nomeadamente a descida do IMI. Vão aparecer pequenas obras emblemáticas para inaugurar antes de Setembro de 2009. Enfim, tudo normal!

Para o PS Sesimbra, espero que neste novo ano seja mais interventivo e dinâmico, mais presente junto da imprensa, mais interactivo com os militantes e a população, enfim, um partido mais adequado à política do séc. XXI.

Peço desculpa aos leitores pelo meu lado pessimista (ou realista) mas só na certeza de que teremos que fazer mais e melhor por este concelho e por este país, conseguiremos alcançar uma melhor qualidade de vida para o nosso futuro. Agora passemos das palavras aos actos...
Rui Viana

Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Ano novo, imagens novas

Neste inicio de ano pretendia fazer algumas alterações na imagem e dinâmica deste blog, por forma a aumentar a interactividade com os leitores habituais. Na sequência de um comentário sobre o novo cabeçalho do blog, pensei fazer um desafio aos leitores com mais ou menos jeito para o grafismo, no sentido de apresentarem uma imagem para cabeçalho com o texto :

Ao meu lado...
A nossa visão sobre o concelho de Sesimbra

Estas imagens do cabeçalho serão mudadas todos os meses e terão o nome do autor (se ele quiser). Quaisquer duvidas poderão ser colocadas aqui nos comentários ou por mail, e os vossos trabalhos devem ser enviados por mail para:
rui.viana@iol.pt

Esperando a vossa adesão a este desafio, desejo-vos um bom ano de 2008 e espero continuar a contar convosco “ao meu lado...”
Rui Viana

Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

PDM da Mata de Sesimbra

Apercebi-me que muitas das duvidas que têm surgido acerca do plano da Mata se devem ao facto de a maioria da pessoas desconhecer o texto do PDM de Sesimbra, nomeadamente algumas pessoas que se têm insurgido em publico e inclusivamente feito comunicados de imprensa onde são ditas coisas que nada têm a ver com o PDM. Por isso decidi publicar aqui uma parte do PDM, que é a secção relativa ao espaço da Mata de Sesimbra:

“SECÇÃO 9
Mata de Sesimbra
Artigo 67.o
Espaços florestal e agrícola
1 — Área dos espaços florestais: 5758 ha.
2 — Área dos espaços agrícolas: 998 ha.
3 — Programa de ocupação:
a) O uso dominante deverá continuar a ser florestal, articulado
com os espaços agrícolas, sendo permitida a edificação de
estabelecimentos hoteleiros ou conjuntos turísticos quando
contribuam para a manutenção da floresta, não pondo em
causa o seu equilíbrio ecológico;
b) Nesta área não é permitido:
Loteamento urbano, ou destaque de parcelas;
Construção, salvo de apoio a actividade agro-florestal
e empreendimentos turísticos, culturais, desportivos
e científicos, quando previstos em estudo de conjunto
aprovado, referido no n.o 5.
4 — A construção de apoio à actividade agro-florestal deverá
obedecer às seguintes condições:
a) A possibilidade de edificação para cada propriedade reporta-
se à viabilidade em termos de economia de exploração;
b) Os edifícios para uso residencial são de admitir no caso
de habitação patronal e ou do pessoal permanente ligado
à exploração. O índice de construção máximo será de 0,001.
5 —a) O estudo de conjunto, referido na alínea b) do n.o 3, deverá
abranger a totalidade da propriedade e incluir:
A localização e o programa detalhado das construções e demais
equipamentos a instalar;
Um estudo do correspondente impacte ambiental;
Um plano previsional de gestão florestal das áreas que irão
manter esse uso.
b) A ser pretendido o parcelamento da propriedade, este deve
constar no estudo de conjunto aprovado obedecendo às seguintes
disposições:
Cada parcela a constituir deverá ter área igual ou superior a
100 ha, salvo a situação referida no parágrafo seguinte;
Sendo apenas prevista, na parcela, a construção de um hotel
e respectivo equipamento, deverá aquela ter área igual ou
superior a 50 ha.
c) O estudo de conjunto assim como os subsequentes projectos
e instalações de empreendimentos turísticos, culturais, desportivos
ou científicos deverão obedecer às normas e condições estabelecidas
nos n.os 6 e 7.
d) O estudo de conjunto será aprovado pela Câmara Municipal
de Sesimbra, após parecer favorável do Instituto Florestal.
6 — Normas e condições para a instalação de empreendimentos
turísticos:
a) A propriedade não poderá ter área inferior a 100 ha;
b) A área de intervenção deve corresponder à totalidade da
propriedade ou a uma parte desta, a destacar, desde que
tenha uma área não inferior a 100 ha;
c) Só serão licenciados os empreendimentos turísticos desde
que sobre a respectiva área de intervenção esteja registado
um ónus que garanta a sua indivisibilidade;
d) Ocorrendo parcelamento de propriedade, na qual tenha sido
construído empreendimento turístico, não será permitido
nessas parcelas qualquer construção;
e) O projecto deverá abranger a totalidade da área de intervenção,
incluindo as zonas destinadas à utilização agrícola
ou florestal;
f) O solo a ocupar com os acessos, estacionamento, edificações
e com as áreas que lhe sejam envolventes ou afectas não
poderá ultrapassar 10% da área de intervenção;
g) O solo destinado a equipamentos que exijam grande área,
tais como campo de golfe, hipódromo ou aeródromo, não
se considera incluído na percentagem definida na alínea
anterior.
Estes equipamentos, se existirem, poderão ocupar mais
10% da área de intervenção;
h) O índice de construção (superfície total de pavimento/área
de intervenção) deverá ser « a 0,020. A superfície de pavimento
destinada a equipamentos culturais e ou desportivos
de uso colectivo não será considerada para o índice.
Os parques de campismo serão considerados para o índice,
fazendo-se equivaler, para o efeito, um alvéolo a 100 m2
da superfície de pavimento;
i) Deverá destinar-se a estabelecimentos hoteleiros com regime
de lotação dia a dia 50%, pelo menos, da superfície total
de pavimento;
j) Sendo o empreendimento faseado, a 1.a fase deverá respeitar
o disposto na alínea anterior;
k) As infra-estruturas a construir, salvo as de captação de água,
poderão constituir sistemas autónomos e a sua gestão ficar
a cargo dos proprietários, sem prejuízo de fiscalização
municipal.
Os respectivos estudos deverão, no entanto, ter em conta
as necessárias conexões com as zonas envolventes, devendo
a Câmara Municipal decidir, em cada caso, sobre a solução
a adoptar;
l) Os equipamentos que sejam grandes consumidores de água,
como os campos de golfe, não poderão utilizar a rede
pública, mas fazer o reaproveitamento de águas de ETAR,
convenientemente tratadas, aproveitamento de água da
chuva e, em última instância, de captações próprias do aquífero
superficial, de profundidade menor de 50 m. O seu
licenciamento fica condicionado à verificação da disponibilidade
destas águas;
m) A faixa de propriedade marginal a estradas nacionais e municipais,
numa largura de 100 m, deverá ser totalmente arborizada,
não podendo ter qualquer outro tipo de ocupação,
salvo portaria e via de acesso.
7 — Para além do definido nos pontos anteriores, a implantação
das construções deverá respeitar as condicionantes biofísicas e paisagísticas
do local, de acordo com a REN e RAN, a pormenorizar
caso a caso.
8 — Nesta área é proibido:
a) O abandono de detritos ou depósito de materiais fora dos
locais especialmente destinados a esse fim;
b) A colocação de painéis publicitários, salvo os relativos a
empreendimentos turísticos, nas áreas por eles ocupadas.
9 — Nesta área ficam sujeitos a autorização prévia da Câmara
Municipal de Sesimbra:
a) A alteração da morfologia do terreno;
b) A instalação de novos sistemas de drenagem;
c) A prática de campismo fora dos parques autorizados;
d) A destruição da vegetação natural;
e) O abate de árvores em maciço, devendo ser precedido de
parecer favorável do Instituto da Conservação da Natureza;
f) A introdução de animais exóticos, devendo ser precedido
de parecer favorável do Instituto da Conservação da
Natureza;
g) A alteração dos sistemas agrícolas ou florestais existentes,
devendo ser precedido de parecer favorável do Instituto
de Conservação da Natureza, mantendo-se, contudo, as competências
dos serviços com jurisdição na matéria. "

Sábado, 29 de Dezembro de 2007

Plano da Mata (Parte 2)

Parece-me haver interesse por parte de alguns leitores habituais em que se volte a falar do assunto “Mata de Sesimbra” e por isso abri este novo post.

Neste momento o processo foi a reunião de câmara e foi aprovado por unanimidade. Recordo que o promotor tinha pedido e o presidente chegou a apresentar essa questão aos vereadores, para que os solos fossem convertidos em urbanos, ao que o líder dos vereadores socialista imediatamente se opôs. Tanto quanto sei, o promotor ainda tentou fazer prevalecer a sua vontade com uma carta tipo ultimato à CMS onde a ameaçava de um processo (bem como ao governo) pela não aceitação do Acordo do Meco originada pelo ministro.

No entanto perante as dificuldades previsíveis face à posição da oposição ao executivo de Sesimbra, o promotor acabou por aceitar avançar com o projecto com todas as condições impostas pelo PDM, mantendo também todas as contrapartidas previamente acordadas. Penso que assinou também um acordo onde assume que abdica de processar a CMS pela não aceitação do Acordo do Meco, deixando no ar a hipótese de o fazer contra o governo.

Perante este cenário, parece-me normal que os vereadores não tendo qualquer argumento para se oporem a esta proposta do Plano da Mata, o tenham aprovado. Como disse antes, sob o ponto de vista do enquadramento legal parece-me estar tudo bem. No entanto gostaria de ler as opiniões dos leitores sobre de que forma poderia a Assembleia Municipal opor-se a este projecto, uma vez que ainda falta o aval daquela.
Na verdade, tenho ouvido e lido muitos comentários contra o projecto da Mata, mas nenhum argumentava de forma sustentada como deveriam os autarcas oporem-se ao projecto. Se alguém souber explicar como isso poderia ser feito, tem este blog à sua disposição.

Uma vez mais relembro que não dei nem dou aqui a minha opinião sobre o projecto da Mata. Tenho comentado apenas o enquadramento legal da questão.
Rui Viana

Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Comentário na mensagem "Vamos entregar o “ouro ao bandido”? (Parte 5)"

Pelo interesse de um comentário anónimo, decidi transcrevê-lo para "post" esperando que o autor não me leve a mal:

"Com o devido respeito, o argumento de a associação terá como primeiro objectivo fazer estudos é um atentado à inteligência de muitos de nós, pois já há muito que existem estudos, alguns dos quais muito recentes, do INAG, M.Obras Públicas, M.Ambiante e outros na posse da Câmara e da Associação de Municípios da Região de Setúbal e designadamente quanto à questão da água, o qual data da altura da criação da Simarsul, empresa que inicialmente também se previa vir a gerir o sistema de abastecimento de água em alta, mas que se ficou pelo saneamento.

Diria ainda que, para se fazerem estudos não precisamos de constituir qualquer associação, mas antes de entidades oficiais (INAG ...)e talvez dos meios universitários. O resto é poeira!

Para quê uma associação, quando os custos previstos, na sua grande maioria são para vencimentos de técnicos e pessoal administrativo?No fundo, o primeiro passo para a dita empresa intermunicipal.

Por outro lado, a CDU no seu manifesto eleitoral de 2005 já dizia que pretendia criar uma empresa intermunicipal e não uma associação, portanto esta questão da associação é só para enganar o "zé povinho", pois logo que constituida a associação ela pode por si criar a dita empresa, dado ser isso que consta dos estatutos.

Outro dos argumentos é de que, a assembleia terá sempre a possibilidade de rejeitar a participação na empresa, pelo meu lado não tenho ilusões, logo que aprovados os estatutos da empresa na associação, estes serão enviados à assembleia municipal a qual não terá possibilidade de alterar uma vírgula ou um ponto, os quais irão ser certamente aprovados pela "santa aliança" PSD e CDU.Pois não vejo após aprovados os estatutos no âmbito da Associação com a participação da Câmara de Sesimbra, a CDU na Assembleia Municipal venha a votar contra esses mesmos estatutos, isto eu pagaria para ver, só que não vou ter esse privilégio.

O argumento da falta de água e talvez o mais descabido e vergonhoso dos argumentos, porquê? Porque para este argumento é que não há estudos nenhuns e o que se sabe é que, durante algumas décadas tal não irá suceder, portanto estamos muito a tempo de criar um percurso alternativo ao proposto com a criação de uma associação/empresa intermunicipal, para obviar a um eventual cenário de falta de água. Aliás, nas palavras do Sr. Presidente da Câmara, actualmente não há nenhum município da península de Setúbal com dificuldades de abastecimento de água. Então porquê esta ideia peregrina de criar esta associação/empresa?

Por último seria bom que, o Presidente explicasse sem demagogia qual irá ser o preço da água após a criação desta empresa intermunicipal e porquê?Vejamos a título de exemplo: vamos imaginar que actualmente a água captada em Sesimbra tem um custo de 20 cêntimos o m3 ao municípe, suportando a Câmara esse custo de produção. Após a criação da empresa intermunicipal, esta tem de ter instalações, equipamentos, mais técnicos, mais pessoal administrativo, veículos ..., enfim um estrutura própria que tem de ser financiada e cujos custos dessa estrutura têm de se reflectir obrigatóriamente no custo da água que irão fornecer, já para não falar nos novos investimentos que têm de realizar.Afinal quanto é que irá custar a água ao consumidor final com e sem a empresa intermunicipal?

Entre 1997 e 2005 a Câmara de Sesimbra, com o Presidente Amadeu Penim fez um grande investimento na área do abastecimento de água, o que não aconteceu com Setúbal e outras Câmaras do distrito, pelo que caso seja constituida essa empresa, não tenhamos ilusões que os primeiros investimentos irão ser pagos por todos e não só por alguns, o que é manifestamente penalizante para quem investiu.

Não querendo fazer aqui um processo de intenções, mas admito que em face dos dias contados da região de turismo da costa azul, a empresa intermunicipal é uma salvaguarda para os PC que irão ficar sem "tacho".
A decisão de criar uma empresa intermunicipal, tal como ouviu na rádio pela voz do líder de bancada do PS, talvez tivesse de ser tomada pela população e não apenas pelos eleitos, a matéria é séria demais para ser vista com esta leveza.
"
De autor anónimo

Domingo, 23 de Dezembro de 2007

Comentários anónimos

Na sequência de alguns comentários com acusações, ofensas, e difamações que surgiram em pelo menos três blogs de Sesimbra (este incluído) achei que seria importante alertar os leitores e comentadores de blogs que ninguém é anónimo na net (para efeitos judiciais). De facto, todos estamos ligados a uma linha perfeitamente identificada, e mesmo que esteja a escrever num posto público de internet, ele está a ser filmado. Isso significa que qualquer comentário que seja objecto de uma queixa judicial, terá consequências para o autor e para o dono do blog que o publicou.
Rui Viana

Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007

Vamos entregar o “ouro ao bandido”? (Parte 5)

Se há coisa que não tolero, é que enquanto cidadão e munícipe me façam passar por estúpido!

O documento que foi aprovado pelo executivo camarário com os votos dos vereadores da CDU e PSD (com a abstenção da vereadora socialista Guilhermina Ruivo) diz TEXTUALMENTE que o município ao integrar a Associação de Fins Específicos, a autoriza a constituir uma empresa com o fim de gerir os recursos aquíferos.

Mesmo que o Presidente da CMS e os lideres de bancada na A.M. da CDU e PSD repitam muitas vezes que a constituição da dita empresa será votada em A.M. ou no caso do PSD, que só aceitam se o capital for 100% publico, a palavra não faz lei! E o que está escrito e para ser votado na Assembleia, não diz nada disso.

Portanto, todas as afirmações que estes elementos têm repetido em publico, são fazer os munícipes de idiotas!
Rui Viana

Personalidade e carácter

Por vezes ter acesso a determinadas informações de âmbito interno das organizações, torna-nos a pena (ou o teclado) reféns de nós próprios. Mas porque o blog Magra Carta já escreveu sobre o assunto, venho também referir algo que sei desde ontem e que demonstra uma vez mais a força dos blogs na mudança de atitude do Presidente da CMS.

Este tinha exigido falar sozinho na Sesimbra FM. Na sequência dos comentários feitos nos blogs, ontem à noite passou a querer um debate entre ele e os vereadores representantes do PS e PSD. De facto acabou por ser Amadeu Penim a inviabilizar as pretensões de ultima hora do presidente, mas se este não consegue ter uma definição do que quer numa coisa tão simples, como pode ter uma linha de conduta numa actividade tão sujeita a pressões constantes e diversas como é gerir um município?
Rui Viana

Parabéns Sesimbra FM!

Perdoem-me a falta de humildade de me congratular por ter trazido este assunto para o debate público, mas agora é hora de dar os parabéns à Sesimbra FM por ter trazido à antena as entrevistas e debate sobre o assunto da água.

A rádio é um meio por excelência de chegar rapidamente e com maior abrangência à população.
Espero que a restante imprensa lhe siga o exemplo, pois este é um assunto de excessiva importância para ser tratado apenas por políticos.
Rui Viana

Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Feliz Natal e um Ano de 2008 cheio de vitórias!

Feliz Natal e um Ano de 2008 cheio de sucessos, são os meus votos para todos os Amigos, Leitores e Bloguers!

Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007

Vamos entregar o “ouro ao bandido”? (Parte 4)

Em Sesimbra vai-se fazendo democracia de forma ziguezagueada, mas ela vai avançando.
Na sequência da oposição levantada às intenções do executivo comunista em entregar os nossos meios de captação, transporte e armazenamento de água em alta, bem como o nosso acesso aos recursos aquíferos, para posterior gestão e venda a nós próprios por parte de uma Associação inter-municipal + uma empresa propriedade desta, o Presidente da CMS vem agora a convite da Sesimbra FM (103,9 Mhz) tentar explicar à população porque acha que esta é uma boa solução. Será 6ª feira ás 11.30h.

No mesmo dia às 15.00h será a vez de Amadeu Penim, ex-presidente da câmara e principal responsável pela resolução dos problemas de abastecimento de água em todo o concelho durante os seus dois mandatos, vir explicar porque razão não deveremos integrar a referida Associação.

Ao final da tarde, pelas 18.00h será a vez dos lideres de bancada da Assembleia Municipal em debate de mesa redonda em directo, explicarem porque razões esta pretensão do executivo comunista e apoiada pelo vereador social democrata foi adiada por duas vezes nas ultimas sessões de Assembleia.

Como se vê, tiveram de ser entidades não autárquicas a promover o debate publico que deveria ter partido da iniciativa do presidente da câmara, tal como o fez para o “grandioso Orçamento Participativo”.
Os leitores que queiram colocar questões sobre o assunto para serem respondidas pelos entrevistados, poderão fazê-lo por e-mail até 5ª feira para: sesimbrafm@gmail.com
Rui Viana