quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

O que eu espero do ano 2008

Para este ano de 2008 espero um ano de transição entre a recessão e a demagogia.

Este será um ano em que as taxas de juro do BCE continuarão a subir, com os consequentes reflexos nos créditos à habitação.
Este será um ano em que o petróleo continuará a subir fruto da instabilidade económica e política a nível mundial, com as consequentes implicações nos transportes, na transformação de matéria prima, etc.
Este será um ano em que o desemprego continuará a subir, quer pela recessão económica das empresas, quer pelo fecho de muitas delas, quer pela debandada de muitas delas para os países de leste.
Portanto perspectivo a consequente subida da taxa de inflação e demais consequências daí oriundas.

No entanto quando se aproximar o final deste ano tudo vai mudar. 2009 é ano de eleições legislativas, europeias e autárquicas e portanto o orçamento de estado vai prever descida de impostos, descida do défice, diminuição do crescimento da taxa de desemprego (que é uma forma política de ver vantagens nas desgraças), etc.

Ao nível local, não será diferente e vamos assistir ao executivo comunista seguir as propostas que fiz neste blog para este ano, nomeadamente a descida do IMI. Vão aparecer pequenas obras emblemáticas para inaugurar antes de Setembro de 2009. Enfim, tudo normal!

Para o PS Sesimbra, espero que neste novo ano seja mais interventivo e dinâmico, mais presente junto da imprensa, mais interactivo com os militantes e a população, enfim, um partido mais adequado à política do séc. XXI.

Peço desculpa aos leitores pelo meu lado pessimista (ou realista) mas só na certeza de que teremos que fazer mais e melhor por este concelho e por este país, conseguiremos alcançar uma melhor qualidade de vida para o nosso futuro. Agora passemos das palavras aos actos...
Rui Viana

32 comentários:

Anónimo disse...

O que se passa com este blog? Nunca mais aparecem comentários nem respostas a questões que ficaram no ar ... ou será que o problema da Mata já não é problema? E o da água, também não?

Rui Viana disse...

Se me permite o comentário, acho que tudo aquilo que é 2+2=4 ficou bem claro. Opiniões diferentes sempre as haverá (e ainda bem que assim é) e por muito que hajam mais comentários, hão-de continuar a haver opiniões diferentes.
Não houve foi aquilo que eu pedi no texto "Plano da Mata (Parte 2)", ou seja uma descrição nos comentários de como poderão os elementos da Assembleia Municipal oporem-se ao projecto. Isto, com argumentos técnicos e legais, claro!

Rui Viana disse...

Já agora acrescento que se "nunca mais aparecem comentários..." é porque ninguém os colocou. Eu não filtrei nenhum comentário, e sempre que o fizer, deixarei a indicação de comentário apagado pelo bloguer e explicarei a seguir porque o fiz.

farto disto disse...

Caro Rui Viana
Então dantes diziam que o PS não anadava por causa do Gameiro. Então agora com o novo presidente João Capitulo, onde pára o PS? Não se vê uma palavra nos jornais, não se vê uma entrevista com o novo presidente, não se vê um evento do PS, e até a vereadora Guilhermina vai organizar um evento com uma deputada do PS mas faz em nome da câmara em vez de fazer em nome do PS. A unica oposição que se vê ao PCP é do vereador Amadeu que se deve ter zangado com o camarada Polvora e do Rui Viana que vai mandando umas bocas ao executivo comunista neste seu blog. Quanto ao PS nem vê-lo, nem com antigo presidente, nem com novo presidente.

Rui Viana disse...

Caro farto disto
Como disse num comentário anterior, neste blog escrevo exclusivamente em meu nome. Embora possa escrever sobre aquilo que espero e quero do PS, do qual sou militante, não devo nem estou mandatado para falar em nome do partido, pelo que embora não concorde na totalidade com o seu comentário não vou comentar em nome do PS.

Anónimo disse...

Sr. Rui Viana,
Voltando à Mata de Sesimbra, por muito que pareça que o assunto está encerrado, não está!. O Sr. pergunta "... como poderão os elementos da Assembleia Municipal oporem-se ao projecto. Isto, com argumentos técnicos e legais, claro!".
Bom, os argumentos técnicos e legais existem em catadupa - é só saber (ou querer) procurá-los. Mas essa tarefa, ao contrário do que sugere, é da responsabilidade dos próprios membro eleitos da Assembleia e não de meros comentadores de blogues. Claro que eu posso admitir que nem todos os membros da AM sejam especialistas (em urbanismo, em ambiente, em leis, etc). Por isso é que se justifica a necessidade de acessoria: ou seja, pedidos de pareceres técnico-legais sobre esta questão! Já foi dito aqui, que isso se faz com alguma facilidade. É só querer!

Mas, para além disto, acima de tudo, existe o fortíssimo argumento da precaução que devería imperar sobre qualquer decisão desta magnitude. Não há, verdadeiramente, garantias de que o Plano de Pormenor e as promessas associadas, sejam exequíveis. Para levantar mais dúvidas, já viu a notícia de 5 de Janeiro? Veja em:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=272336&idCanal=10

No mínimo, esta notícia sugere forte precaução. A AM deve ponderar bem a sua decisão; deve pedir acessoria; acima de tudo deve procurar informar-se melhor e não deve aprovar, à pressa, este Plano!

Rui Viana disse...

Quando pedi para os leitores sugerirem argumentos, era apenas para o nosso diálogo aqui no blog.
Longe de mim ter a pretenção de chegar junto dos membros da Assembleia Municipal e sugerir-lhes que façam "assim ou assado" porque no meu blog os meus leitores disseram que era assim que se fazia.
Eles farão concerteza os seus estudos e em diálogo com a Comissão Politica do PS tomarão uma decisão. Nesse local, obviamente que também darei a minha opinião.

Anónimo disse...

Então leia a notícia; espero que contribua para poder dar uma opinião fundamentada. Confio no seu bom juízo!

Anónimo disse...

Mas quem é que falou em pressa, vão ter de esperear pelo menos 2 anos,que foi o tenmpo que o túnel do Marquês esteve parado e a desgraçar a vida dos lisboetas.
Se eu fosse Pexito tratava-lhes da saúde................
Mata para a frente já, e a grande velocidade.

Anónimo disse...

Ambiente: Camaras e empresas sob suspeita
PGR vai investigar empreendimentos

A Procuradoria-Geral da Republica (PGR) vai investigar os protocolos estabelecidos entre a Camara de Grandola e as empresas responsaveis pelo empreendimento turistico Costa Terra (Melides) e pelo projecto Herdade do Pinheirinho. Mas nao Ser�o avaliados os projectos do Vale da Rosa, em Set�bal; Pesca Nova, em Mira e a zona sul da Mata de Sesimbra.

Rui Viana disse...

Este ultimo anónimo trancreveu a noticia mas adulterou-lhe o texto. Cuidado com estas pequenas brincadeiras (de mau gosto) pois podem ser alvo de processos judiciais. Reponho a seguir o excerto da noticia do Correio da Manhã:
"... Mas não só. Serão avaliados os projectos do Vale da Rosa, em Setúbal; Pesca Nova, em Mira e a zona sul da Mata de Sesimbra."

Rui Viana disse...

Sobre a notícia acima, repare que com todas as vozes que sempre se levantaram contra o Projecto da Mata mesmo depois de lhe ser retirado o Acordo do Meco, até eu decidi ir estudar em pormenor o projecto para perceber se estava legal ou não. É natural que a PGR vá fazer o mesmo, mas isso não significa à partida que haja alguma coisa irregular. Será até bom ouvir o veredicto final daquela instituição.

Na minha leitura do Projecto, independentemente de achar aquilo uma coisa boa ou má, não encontro nada de irregular ou ilegal.

Também já salientei aqui por diversas vezes, que apesar de haver aqui muitos comentários ANÓNIMOS (logo, nem sabemos se são de muitas pessoas ou apenas de uma), ainda não encontrámos um argumento legal contra o projecto. Repare-se no comentário das 17.29:
"Bom, os argumentos técnicos e legais existem em catadupa - é só saber (ou querer) procurá-los."
Este anónimo lança a afirmação mas continua a não demonstrar. Desculpe, mas este tipo de comentário não me elucida. Apenas baralha quem não foi ler tudo aquilo a que teve acesso, e garanto-lhe que já me cansei de ler e reler documentos para tentar encontrar a sua razão. Mas não a encontro.
Outros (ou o mesmo?) tentam argumentar que este projecto será o fim do pulmão de Sesimbra e até mesmo da Grande Lisboa, mas esquecem-se de referir (ou não perceberam) que o Projecto da Mata se refere a apenas 2% dos terrenos do promotor, ou seja, cerca de 1% de toda a Mata de Sesimbra.

E com este comentário, nem sequer estou a dar a minha opinião sobre o Projecto. Apenas a analisar o que temos de concreto, de real. Não de "diz que disse".

Volto a relembrar que não tenho qualquer interesse de ordem financeira ou qualquer outra neste projecto. Limitei-me a fazer uma leitura isenta e desinteressada do projecto.

Anónimo disse...

"Agora passemos das palavras aos actos." Diz Rui Viana. Concordo, só que não pode ser nem com comunistas nem com socialistas. Já tiveram o seu tempo para fazer alguma coisa e não o fizeram. E porquê? Por incompetência, sem dúvida.
Agora, das duas uma, ou vão embora e pagam os incalculáveis prejuízos que deram ao concelho ou, então, chamam o Mário Águas ou o seu neto para andar com isto para a frente. Pior é impossível.

Anónimo disse...

Ó Sr. Viana, não vê que foi gralha na cópia e colagem do texto! Não se justifica que é de "mau gosto" e que pode estar sujeito a "processos judiciais". Francamente!!

Anónimo disse...

"Será até bom ouvir o veredicto final daquela instituição". Ora aí está!!! Deve-se aguardar para verificarmos se tudo está bem ou não! A Assembleia Municipal não deve aprovar, já que há suspeitas, sem ter essa certeza! Isto parece-me tão óbvio ...

Outra citação: "... não encontro nada de irregular ou ilegal." Então leia outra vez o Projecto! Por exemplo: tem a certeza de que o cálculo do STP, que ronda cerca de 740000m2, está correcto? Eu não tenho ...

Volto a dizer (sim, sou o anónimo das 17:29 ... e o das 14:14 ... e o das 18.12; mas não o de todos os comentários contra!), há argumentos em catadupa. Mas, e isto é muito importante: é preciso querer encontrá-los!!

Já agora uma correcção (pelos vistos não leu tudo com muita atenção): o plano não se reporta a 2% dos terrenos do promotor mas sim a 2% de toda a mata (cerca de 3700 ha; só assim é que se chega a 740000ms de construção!). O promotor (que eu saiba) só é proprietário do Vale Bom. Todas as outras propriedades entram no "negócio" por perequação.

Rui Viana disse...

Ao anónimo das 10.35
peço desculpa se fiz uma interpretação de má fé, mas a pequena gralha deturpou de todo o sentido da noticia, o que me levou a pensar que era coincidencia a mais para ser isso mesmo.

Rui Viana disse...

Caro anónimo das 11.31
Tal como disse antes, eu já li e reli o documento. Recomendo-lhe que o leia pelo menos uma vez. Resta-me para evitar a confusão nos leitores, dizer-lhe que estão erradas as suas análises nomeadamente a dos 2%. Obvio que os 2% se aplicam apenas aos terrenos do promotor ou associados deste e obviamente que não se poderiam aplicar a terrenos que não estejam integrados no Projecto.

farto disto disse...

A mim parece-me que este anónimo por qualquer motivo pouco inocente tem mais interesse em que a Mata não vá para a frente do que o próprio BES em lá construir os hoteis.

Anónimo disse...

Não posso aceitar este comentário: "Recomendo-lhe que o leia (o documento) pelo menos uma vez". Mas julga que ando aqui só a "mandar bitaites" sem estar minimamente informado?! Se já leu e releu o documento, peço desculpa, mas vai ter que o ler novamente. Os 2% são calculados sobre o total da área da Mata, que está toda integrada no projecto. Faça contas!

Sou, de facto, frontalmente contra este plano e, por muita surpresa que isso possa causar a algumas pessoas, pelos motivos mais genuínos e inocentes: entre eles, por que me custa muito rotularem-me de "Estúpido", assim, de modo tão directo! Pelos vistos, faz muita confusão a algumas cabeças que as pessoas possam ser movidas nas suas acções e intervenções, simplesmente pelas suas convicções, opiniões, conhecimentos técnicos e, nalguns casos, certezas!

Aquilo em que eu insisto neste momento é que, quem ainda vai a tempo (isto é, os membros da AM, pois os vereadores já se comprometeram), que faça o que puder para se informar sobre TODOS os aspectos relacionados com este processo, que assuma uma posição de verdadeira protecção dos interesses das populações e do ambiente, e que pondere muito bem antes de "assinar por baixo" este verdadeiro atentado.

Anónimo disse...

O Sr. Rui cuidado com os processos judiciais, não vá o senhor por arrasto, atrás de algum.

Rui Viana disse...

Os 2% referem-se a cada herdade com mais 100 ha que esteja inserida na Mata de Sesimbra conforme prevê o PDM.

Por forma a que o empreendimento seja feito de uma forma condensada e não disperso por toda a Mata (o que teria um impacto ambiental ainda pior) a lei prevê que cada herdade abdique da sua area construível em favor de outra, ficando no registo dessa que não poderá lá construir nada. Assim, para que a Pelicano possa usar os 2% de outra herdade, esta terá que lhe ceder o seu direito de construção. É por isso que falei em Promotor e seus associados. Falei em cerca de 1% de toda a Mata porque existem herdades com menos de 100 ha que não entram para este racio e porque temos a Mata Norte que por agora não vai avançar com os seus 2%.

alberto disse...

Sr. Rui Viana, tem consciencia que não sabe o que está a dizer não tem?
Informe-se com as pessoas do seu partido que têm sido contra este projecto, Eng. Eduardo Pereira, João Capítulo, entre outros.
Se, como penso, não é burro deve crer que algum fundamento tem o que diz um ex.ministro do seu partido e o presidente da concelhia.
Tudo o que tem estado a dizer dos 2% é falso, a perequação é aplicada a toda a área do plano de pormenor, que engloba herdades com menos de 100ha. A concentração resulta em aumento da construçao que era possibilitada à luz do PDM. Somado ao facto de em lugar ou momento algum se poder evitar que as herdades com indices superiores a 100h que entraram na perequação não venham mais tarde a desenvolver projectos próprios.
Este plano, a actuação dos intervenientes devia ser, se já não é, um caso de policia.
Quem lá se meter por ignorância que se ponha a pau, porque quem lá está conscientemente não tem como fugir!
E as promiscuidades, as visiveis e as ocultas, entre a Câmara e o BES (Pelicano)? Falem nisso!

Rui Viana disse...

Caro Alberto e todos os leitores:

Errei quando disse que não estavam contabilizadas as herdades com menos de 100ha. De facto com base no Art. 67 nº5 a do PDM esta serão incluidas no estudo de conjunto.

Sobre a perequação, tal como eu disse antes, o promotor terá de adquirir o direito de construção às outras herdades (o que me levou a falar em associados do promotor), conforme pode verificar pelos Art.s 63 a 68 do Regulamento do Plano de Pormenor disponivel em:
http://www.matadesesimbra.com.pt

Uma vez vendido esse direito de construção, não poderá essa herdade voltar a edificar nada (excepto a habitação própria prevista no PDM).

Em resumo:
Como vê e pode verificar nos documentos que indico, não tem razão naquilo que afirma, pois tudo está conforme o PDM. Eu próprio estava a errar ao não incluir as herdades com menos de 100ha no estudo de conjunto conforme previsto no PDM.

Rui Viana disse...

Caro Alberto
Apenas para esclarecer melhor, vou trancrever as partes em questão do seu comentário (com base no Art. 67 nº5 a do PDM):

CERTO:
"Tudo o que tem estado a dizer dos 2% é falso, a perequação é aplicada a toda a área do plano de pormenor, que engloba herdades com menos de 100ha."

ERRADO:
"A concentração resulta em aumento da construçao que era possibilitada à luz do PDM. Somado ao facto de em lugar ou momento algum se poder evitar que as herdades com indices superiores a 100h que entraram na perequação não venham mais tarde a desenvolver projectos próprios."

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
alberto disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Rui Viana disse...

Como não tenho de aceitar ser insultado dentro da minha própria "casa", apaguei os dois comentários anteriores.

E tem razão: Quem não quer ver é...

No entanto ainda lhe explico melhor:
Como disse antes, com base no Art. 67 nº5a do PDM, o estudo terá de ser sobre toda a propriedade o que lhe confere uma capacidade de construção de empreendimentos de turismo pelo seu todo.
Se não houver acordo de todos e pelo seu todo, só as herdades com mais de 100ha o podem fazer conforme o nº6a do mesmo Artº. do PDM.

Como vêem os dois comentadores anteriores, se se empenhassem em estudar o PDM como se empenham em insultar os outros, escusavam de fazer isso mesmo: Insultar os outros

Anónimo disse...

O objectivo do comentário não era insultá-lo. Se sentiu isso, peço desculpa. Eu próprio não gosto que insultem a minha inteligência, por isso mesmo é que reafirmo a minha oposição ao Plano da Mata.
No entanto, há perguntas no comentário, não insultuosas, e que eu gostaria que respondesse.
Saudações cordiais.

Rui Viana disse...

Em relação à parte das perguntas técnicas, penso que já respondi no meu comentário anterior.

Sobre falar com outras pessoas, no fundo é isso que tenho e estado a fazer, embora na forma escrita.

Sobre outras pessoas que se têm desdobrado em intervenções contra o plano, aplica-se aquela velha máxima: Elas falam, falam e...

Já reparou que quem sabe mais disto ao nível nacional, ou seja os técnicos da CCDR, já deram o seu aval. Será que também são todos desonestos e estão todos "comprados"?

Já agora, eu não estou do lado errado, porque não estou de lado nenhum. Limitei-me a estudar a questão e constatar que não é por aqui que consigo fazer oposição responsável ao actual executivo da CMS.

Repare também, que embora seja difícil demarcar-me da minha posição no PS Sesimbra, neste blog pretendo acima de tudo defender os interesses de todo um concelho, acima dos interesses político-partidários.

Nem sempre aquilo que é interesse para um munícipe, o é também para outro. O desenvolvimento do turismo não interessa a todos. A pesca também não, e a agricultura idem.

Mas a mim parece-me que é precisamente pelo turismo de qualidade que este concelho sobreviverá no futuro. Dito isto, corro o risco de parecer definitivamente o Arq. Pólvora a falar, mas entre falar e saber fazer vai toda a diferença. E espero que a partir de 2009 o meu partido saiba demonstrar como se FAZ a diferença. E eu usei o verbo FAZER, não FALAR!

Anónimo disse...

Telegraficamente:

Não me convencem as suas explicações. Penso que se confunde "propriedades" com "herdades" com "área da Mata". A minha leitura do PDM não é essa. Admitamos, contudo, que possa estar a "ler mal". Mas há pessoas qualificadas que podem analisar o assunto.

As pessoas que se desdobram em intervenções contra o plano não se limitam a falar e falar. Fazem aquilo que podem para levantar questões e conseguir todas as garantias - o que ainda não se conseguiu (exemplos: plano de acessibilidades; plano de gestão ambiental; recursos hídricos. Não estão garantidos). No entanto, pelos menos, tem que se reconhecer que já se conseguiu alguma coisa: reduzir em 1/3 o primeiro objectivo de 31000 camas!

Os técnicos da CCDR são competentes - basta ler o parecer sobre a primeira versão do PP (que é arrasador, ao contrário do afirmado pelo Presidente da CMS). E, sobre o actual plano, ainda não deram o seu aval.

Sou um munícipe, desinteressado de qualquer contrapartida (até político-partidário) em todo este processo, mas preocupado com o futuro desta região. Concordo que turismo de qualidade é uma via de futuro. Mas este projecto não é, claramente, um projecto turístico de qualidade. Nem sequer será, a médio prazo, um projecto turístico.

Finalmente, também tenho tido oportunidade de falar com muita gente, muito qualificada tecnicamente e, até agora, nenhum me mostrou estar de acordo com um Plano como este, essencialmente pela sua exegerada dimensão e pela ausência de garantias (entre outros aspectos legais, por exemplo).

E agora há um factor novo. O aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete. Terá enorme repercussão sobre todo o ordenamento desta região (revisão do PROTAML e dos PDM's) e sería no mínimo prudente a Assembleia Municipal ter precaução e aguardar para ver o que se vai passar.

Anónimo disse...

Este anónimo é simplesmente ridiculo. Então acha que o aeroporto vai alterar alguma coisa em Sesimbra. Vai ter uma ponta da pista na mata ou será que vão passar o campo de tiro para a mata.
Acha que o ministro não aceitou o acordo só porque o Capitulo e dois ou três amigos fizeram muito barulho. Como diz o Rui Viana, apresentem argumentos como deve ser e deixem-se de larachas.

Anónimo disse...

Quando o nível e a ignorância, quase boçal, atinge o deste último anónimo (20.48), está tudo dito. Terceiro mundo e a roçar o analfabetismo.